Backtest é rodar a sua estratégia sobre dado histórico e ver o que teria acontecido. É a forma mais rápida de descartar uma ideia ruim — e a forma mais rápida de se enganar, se feito sem método.
No Profit, o backtest roda sobre estratégias programadas no Editor de Estratégias em NTSL (Nelogica Trading System Language), a linguagem própria da Nelógica, de sintaxe parecida com Pascal. O relatório de performance sai da própria plataforma.
Fortes:
Limitações:
Um trader programa em NTSL um setup de rompimento da máxima dos últimos 20 candles no WIN, com stop de 100 pontos e alvo de 200. Roda o backtest de 2 anos em modo OHLC: +218%, 640 operações, Profit Factor 1,8.
Antes de comemorar, refaz o mesmo teste em tick a tick. O resultado cai para +71%, com Profit Factor 1,24. A diferença tem uma causa específica: em várias operações, o preço tocava o stop e o alvo dentro do mesmo candle. No modo OHLC a plataforma assumiu o alvo; no tick a tick, o stop veio primeiro na maioria dos casos.
Ele então configura os custos reais (2,5 pontos de ida e volta com RLP, mais 1,2 ponto de slippage medido no histórico dele). Com 640 operações, isso são cerca de 2.400 pontos consumidos — o resultado cai para +38%, Profit Factor 1,11.
Continua positivo, mas agora a leitura é honesta: a margem é estreita e qualquer piora de execução leva a estratégia para o vermelho. Ele testa fora da amostra no último ano e obtém +9% — coerente com a margem apertada, não com os +218% iniciais.
A decisão final é operar, mas com lote pequeno e monitorando o Profit Factor a cada 100 operações. Se ele tivesse usado o número original, teria entrado com lote calculado sobre uma expectativa 5 vezes maior do que a real.