Benchmark é a referência contra a qual o seu resultado deve ser comparado. Ganhar dinheiro não é o critério — ganhar mais do que você teria ganho sem fazer nada é.
No Brasil existem dois benchmarks que importam para o trader:
Converta o CDI anual em meta mensal e diária, que é a régua que o day trader precisa:
`` CDI de 14,15% a.a. ≈ 1,11% ao mês ≈ 0,053% por pregão ``
Para um capital de R$ 50.000:
Com CDI em dois dígitos, essa barra é alta — e é justamente o cenário atual.
Fortes:
Limitações:
Um trader tem R$ 80.000 de capital e fecha o semestre com +R$ 4.200 de resultado líquido em day trade. Está positivo, e ele considera o semestre bom.
Comparando com o benchmark: o CDI acumulou aproximadamente 7,97% no ano até julho — cerca de 6,8% no semestre. Sobre R$ 80.000, isso dá R$ 5.440 sem assumir nenhum risco e sem abrir a plataforma.
O trader ficou R$ 1.240 abaixo do que teria ganho deixando o dinheiro parado — e passou seis meses operando, com drawdown máximo de 11% no caminho, para chegar lá.
A conclusão não é necessariamente "pare de operar". Ele opera 2 contratos de WIN sobre um capital de R$ 80.000, ou seja, usa uma fração mínima do capital alocado. A conta correta compara o resultado com o capital efetivamente em risco, não com o total: se ele mantivesse R$ 70.000 no CDI e operasse com R$ 10.000, teria os R$ 4.760 do CDI mais os R$ 4.200 do day trade.
O benchmark não condenou a estratégia — condenou a alocação. E essa é justamente a decisão que ninguém revisa sem colocar a linha do CDI no gráfico.