Latência é o tempo entre você mandar a ordem e ela chegar à bolsa — medido em milissegundos. VPS (Virtual Private Server) é um computador remoto, ligado 24 horas, que você usa para rodar a plataforma perto da infraestrutura da bolsa e longe dos problemas da sua casa.
Para quem opera por gráfico com alvo de 100 pontos, latência raramente é o gargalo. Para quem faz escalpo de 10 pontos ou roda robô, ela é diretamente parte do resultado.
O caminho de uma ordem: sua máquina → seu provedor de internet → corretora → B3. Cada trecho soma tempo. VPS encurta o caminho ao colocar a plataforma em um datacenter com conexão direta e estável até a corretora.
Além da velocidade, o VPS resolve três problemas que não têm nada a ver com milissegundos:
Para robô que opera desassistido, esses três valem mais que a latência.
Fortes (do VPS):
Limitações:
Um trader faz escalpo no WIN com alvo de 15 pontos e stop de 15. A conta é apertada por natureza: com custo de ida e volta de 2,5 pontos, ele já começa perdendo 17% do alvo.
Medindo o slippage do próprio histórico, descobre que a média é de 2,3 pontos por operação. Somando custo e slippage, são 4,8 pontos — quase um terço do alvo consumido antes de qualquer análise. Com 68% de acerto, a matemática não fecha: a estratégia é levemente negativa.
Ele investiga a causa. Opera por Wi-Fi, no quarto, com o roteador em outro cômodo. Faz dois ajustes: cabo de rede e migração para um VPS próximo à corretora.
O slippage médio cai de 2,3 para 0,7 ponto. O custo total por operação sai de 4,8 para 3,2 pontos. Com o mesmo setup e a mesma taxa de acerto, a estratégia sai de levemente negativa para +0,14R de expectância.
O contraexemplo do mesmo dia: o colega dele, que opera swing com alvo de 800 pontos, contratou o mesmo VPS. Para ele, os 1,6 ponto de slippage economizado representam 0,2% do alvo — ruído estatístico. Pagou uma mensalidade para resolver um problema que não tinha.