Margem de garantia é o valor (em dinheiro ou ativos) que fica bloqueado como caução para você poder abrir e manter posições em derivativos. Ela existe porque, em futuros como WIN e WDO, você não paga o contrato — assume um compromisso de liquidação futura. A margem é a garantia de que você honra as variações diárias (ajuste diário) e eventuais perdas.
Há dois níveis no Brasil:
A margem define três coisas que atingem seu bolso diretamente:
Ignorar isso gera o cenário clássico: day trader "vira posição" para o overnight sem ter a margem cheia → corretora zera no leilão de fechamento ou cobra a diferença; ou o trader opera no limite da margem e é zerado num repique que depois voltaria a favor.
Não há fórmula única para o trader — os valores são tabelados pela B3 e pela corretora. O que você deve fazer:
`` Margem total usada = contratos × margem por contrato Colchão livre = saldo na corretora − margem usada `` Regra prática: o colchão livre deve aguentar com folga o seu stop e mais um cenário de stress (ex.: 2–3× o stop) sem se aproximar da zeragem.
Importante: títulos públicos e alguns ativos servem de garantia para margem na B3 (com deságio), o que permite manter o caixa rendendo — recurso útil para swing em futuros.
Fortes (do mecanismo):
Limitações / riscos para o trader:
Gustavo tem R$5.000 na corretora, que exige R$100 de margem intradiária por WIN. Ele opera 3 contratos (margem usada: R$300, colchão: R$4.700 — confortável). Stop de 250 pontos: risco de 3 × 250 × R$0,20 = R$150 (3% da banca — no limite superior do aceitável).
O colega dele, com os mesmos R$5.000, abre 30 contratos (margem usada: R$3.000, colchão: R$2.000). O mercado oscila 300 pontos contra: perda flutuante de 30 × 300 × 0,20 = R$1.800. O sistema de risco da corretora, vendo o colchão evaporar, zera os 30 contratos a mercado — realizando a perda no fundo da oscilação e cobrando taxa de zeragem. O mercado devolve o movimento 20 minutos depois; irrelevante, a posição já não existia. Mesma corretora, mesma margem, destinos opostos: a diferença foi tratar margem como permissão versus como caução.