Pin bar (abreviação de "Pinocchio bar", termo popularizado por Martin Pring e depois pela escola de price action de Al Brooks/Nial Fuller) é o nome genérico moderno para a barra de rejeição: um candle com pavio longo de um lado ("nariz") e corpo pequeno no extremo oposto. O nome Pinóquio é a metáfora: o pavio é a "mentira" — o mercado apontou para uma direção, mas a verdade (o fechamento) ficou do outro lado. Pin bar de ALTA (bullish) tem nariz para baixo; pin bar de BAIXA (bearish), nariz para cima. Na prática, martelo, enforcado, estrela cadente, martelo invertido, doji libélula e lápide são todos casos particulares de pin bar — o conceito unifica a família toda sob uma única leitura: rejeição de preço em região relevante.
A narrativa de participantes abaixo é uma interpretação possível, não um fato observável no OHLC. O desenho, sozinho, não prova intenção, stops, absorção ou atuação institucional.
Psicologia: o preço avança para uma região onde há interesse contrário — o movimento até ela varre stops e atrai participantes na direção "errada". Naquela zona, a mão contrária absorve tudo e empurra o fechamento de volta. O nariz da pin bar marca exatamente ONDE o mercado disse "não". Os traders presos dentro do pavio (compraram o topo do nariz / venderam o fundo dele) são o combustível: seus stops alimentam o movimento contrário. Pin bar bullish em suporte = demanda provou que está lá; pin bar bearish em resistência = oferta provou que está lá.
O desenho OHLC registra abertura, máxima, mínima e fechamento. Ele não identifica sozinho intenção, execução de stops, atuação institucional, absorção nem a causa do movimento. Leituras desse tipo são hipóteses: valide com contexto, liquidez, volume/fluxo quando disponível e teste histórico.
Critérios usuais da escola de price action:
Três entradas clássicas (Nial Fuller):
Fortes: conceito unificador (uma leitura cobre toda a família de rejeição); regras de entrada/stop objetivas; a armadilha dos presos no pavio dá lógica real ao movimento; funciona em qualquer mercado/timeframe; a variante "a favor da tendência" tem boa estatística. Limitações: MUITO dependente de região — a maioria das pin bars do gráfico não está em lugar relevante e falha; risco/retorno ruim na entrada por rompimento quando a barra é grande; termo virou moda e é usado com critérios frouxos ("qualquer pavio é pin bar"); em consolidação gera sinal falso em série.
WDO em tendência de alta no 15 minutos faz pullback até a VWAP, que coincide com o topo rompido de manhã (suporte novo). Ali imprime uma barra que perde a mínima dos três candles anteriores, mas reverte e fecha no terço superior: pin bar bullish com nariz varrendo os stops abaixo da estrutura — a favor da tendência, em confluência dupla. Entrada na retração de 50% da barra com ordem limite, stop 2 ticks abaixo do nariz, alvo na máxima do dia (2,5R). O preço preenche a limite, respeita o nariz e vai ao alvo. A mesma barra, no meio do range e contra a tendência, não seria setup nenhum.