O Topo Duplo é um padrão de reversão de alta para baixa em que o preço testa duas vezes a mesma região de máxima, falha nas duas, e rompe o fundo intermediário. O desenho lembra a letra "M". É um dos padrões mais comuns do mercado — e justamente por isso um dos mais mal operados: a maioria dos "topos duplos" que as pessoas enxergam em tempo real são apenas pausas da tendência de alta.
A narrativa de participantes abaixo é uma interpretação possível, não um fato observável no OHLC. O desenho, sozinho, não prova intenção, stops, absorção ou atuação institucional.
O primeiro topo é apenas uma máxima. A queda até o vale mostra realização de lucro. A segunda subida é o teste decisivo: se houvesse demanda de verdade, o preço rompia a máxima e seguia. Ao falhar no mesmo nível — e com menos volume — o mercado revela que os compradores dispostos a pagar aquele preço acabaram. Quem comprou o rompimento esperado fica preso; quando o vale rompe, esses presos viram vendedores (stops), somando-se aos vendidos e acelerando a queda.
O desenho OHLC registra abertura, máxima, mínima e fechamento. Ele não identifica sozinho intenção, execução de stops, atuação institucional, absorção nem a causa do movimento. Leituras desse tipo são hipóteses: valide com contexto, liquidez, volume/fluxo quando disponível e teste histórico.
Amplitude = distância vertical dos topos até a mínima do vale. Projete para baixo a partir do rompimento.
Exemplo: topos em 130.000, vale em 128.800 → amplitude 1.200 pts → alvo 127.600.
Fortes
Limitações
WIN no 15 min: alta da manhã leva a 131.200 às 10h45 (volume forte), correção até 130.400. À tarde, novo teste de 131.180 às 14h com volume nitidamente menor — pavio superior no candle. Às 14h45, fechamento em 130.350, abaixo do vale: venda, stop acima de 131.250, amplitude = 800 pts → alvo 129.600. O índice faz pullback a 130.400, rejeita e encerra o dia perto do alvo.