Linha de tendência é uma reta traçada sobre o gráfico conectando pivôs de mesmo tipo, tornando visível a inclinação e o "trilho" de um movimento:
Quando se traça uma paralela à linha de tendência passando pelos pivôs do lado oposto, forma-se um canal (de alta ou de baixa), delimitando o corredor em que o preço vem oscilando. A regra clássica: são necessários dois pontos para traçar a linha e um terceiro toque para validá-la. Cada toque adicional respeitado aumenta sua relevância.
A linha de tendência transforma o conceito abstrato de "tendência" em um nível operável: um lugar concreto para comprar correções (LTA), vender repiques (LTB), posicionar stops e detectar o enfraquecimento do movimento (quando o preço rompe a linha). Ela também mede o ritmo da tendência — a inclinação mostra se o movimento é sustentável ou esticado. Por ser uma ferramenta simples e amplamente usada, seus toques e rompimentos concentram ordens de muitos participantes.
Fortes: simples, visual, universal; dá níveis dinâmicos que acompanham o movimento; excelente para timing de pullback e para medir ritmo; canais dão alvos naturais. Limitações: traçado tem forte componente subjetivo (dois traders traçam linhas diferentes no mesmo gráfico); em escala logarítmica vs. linear a linha muda (relevante em swing longo); rompimentos de linha geram muitos sinais falsos, pois a linha pode só estar sendo "reinclinada"; não funciona em mercado lateral.
WDO em queda desde a abertura: topo às 9h05, topo mais baixo às 9h40 — traça-se a LTB unindo os dois. Às 10h30 o preço repica até a linha pela terceira vez e imprime um candle de pavio superior longo no 5min. Venda na perda da mínima desse candle, stop acima da LTB e do topo do repique (~8 pontos), alvo na mínima do dia (~20 pontos). O terceiro toque validou a linha; o candle deu o gatilho; a estrutura de baixa deu o contexto.