Pullback é a correção temporária contra a direção da tendência: numa alta, o recuo do preço após uma perna de subida; numa baixa, o repique após uma perna de queda. É o "respiro" do mercado — realização de lucros de quem está posicionado e teste da disposição do lado dominante em defender o movimento.
Na literatura clássica há uma distinção fina: throwback é o retorno do preço a uma resistência rompida (testando-a por cima, agora como suporte), e pullback, no sentido estrito, o retorno a um suporte rompido (testando-o por baixo). No uso corrente do mercado brasileiro, "pullback" virou o termo geral para qualquer correção/reteste — e é assim que a maioria dos traders usa.
O pullback resolve o maior dilema de quem opera tendência: onde entrar sem comprar esticado. Entrar no meio de uma perna de alta significa stop longe e risco de pegar exatamente o início da correção. Esperar o pullback oferece: preço melhor, stop mais curto (atrás do fundo da correção), e uma confirmação embutida — se a correção parar onde deveria (suporte, média, topo rompido), a tendência mostrou que segue viva. Estatisticamente, entradas em pullback tendem a ter risco/retorno melhor que perseguir rompimentos, ao custo de às vezes perder os movimentos que não corrigem.
Fortes: melhor preço e stop curto; entrada "com desconto" a favor do fluxo dominante; a própria zona de parada da correção valida a tese; funciona em todos os timeframes. Limitações: movimentos muito fortes não corrigem — o trader de pullback fica de fora justamente dos melhores dias; distinguir pullback de reversão só é óbvio depois; zonas de entrada (média? 50%? topo rompido?) variam — exige método definido; em lateral, todo "pullback" é só o preço indo para o outro lado do range.
WIN em tendência de alta no 15min rompe a resistência de 131.000 com candle forte e volume. No 5min, o preço sobe até 131.400 e inicia correção: quatro candles pequenos, volume secando, recuando exatamente até a região dos 131.000 rompidos (throwback) onde também passa a média de 20. No toque, imprime pavio inferior e um candle de força que rompe a máxima do anterior. Entrada em 131.120, stop em 130.900 (abaixo da zona e do fundo da correção), alvo em 131.700 (projeção da perna). O nível rompido virou suporte, a correção secou o volume e a retomada deu o gatilho — anatomia completa de um pullback operável.